segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
As sensações renascem de si mesmas sem repouso,
Ôh espelhos, ôh! Pirineus! ôh caiçaras!
Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro!

Abraço no meu leito as milhores palavras,
E os suspiros que dou são violinos alheios;
Eu piso a terra como quem descobre a furto
Nas esquinas, nos táxis, nas camarinhas seus próprios beijos!

Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
Mas um dia afinal eu toparei comigo...
Tenhamos paciência, andorinhas curtas,
Só o esquecimento é que condensa,
E então minha alma servirá de abrigo.

Fonte:
Mario de Andrade /Textos Mon Feb 25 2008 08:41:04 GMT-0300 (Hora oficial do Brasil)

Um comentário:

CAMINHOS disse...

OBRIGADO PELA ATENÇÃO.
DVD (A QUARTA PARTE DO MUNDO) FUTURAMENTE, QUEM SABE.

ABRAÇOS